Gerenciar baterias tracionárias exige mais do que garantir disponibilidade. É preciso preservar sua integridade e prolongar a vida útil. Nesse contexto, o método FIFO, sigla em inglês para “First In, First Out”, traduzido como “primeiro a entrar, primeiro a sair”, se destaca como uma estratégia simples e altamente eficaz.
O método FIFO estabelece que os itens mais antigos sejam os primeiros a sair do estoque. Na prática, isso significa que a bateria recebida primeiro também deve ser a primeira a ser utilizada. Esse controle cronológico evita que unidades permaneçam paradas por longos períodos, o que pode comprometer sua performance.
Para baterias tracionárias, que possuem prazo de validade operacional, essa organização é essencial. A adoção do método FIFO garante que cada bateria cumpra seu ciclo produtivo de forma eficiente e segura.
Ao manter uma sequência de uso por ordem de entrada, o FIFO reduz o risco de perda por vencimento ou sulfatação em modelos flooded. Também evita a degradação de AGM e VRLA por inatividade prolongada. Além disso, baterias que ficam muito tempo estocadas tendem a apresentar falhas mesmo antes do uso, aumentando os custos operacionais com substituições precoces.
Empresas que operam com múltiplos turnos precisam de um sistema de gestão ágil e confiável. O método FIFO facilita a localização e o uso das baterias certas, no momento certo, evitando conflitos de alocação e paradas técnicas. Com a aplicação correta do FIFO, a rotatividade das baterias se torna mais fluida, promovendo maior disponibilidade dos equipamentos.
Cada tipo de bateria tem especificidades que exigem cuidado no armazenamento. O FIFO se aplica desde modelos flooded, que exigem recargas regulares, até baterias seladas, como AGM e VRLA, que não devem ficar longos períodos desconectadas. No caso das baterias de íon-lítio, o método FIFO também é recomendado para evitar desequilíbrio entre ciclos e garantir uso homogêneo do estoque.
Para aplicar o método FIFO, é importante identificar todas as baterias com data de entrada e criar corredores ou estantes que favoreçam a saída organizada. Além disso, recomenda-se:
Baterias usadas com regularidade, dentro do ciclo ideal, mantêm maior estabilidade de carga, menor risco de sulfatação e menos oscilação de tensão. O método FIFO contribui diretamente para esse cenário, elevando a performance e reduzindo falhas inesperadas.
O FIFO não elimina a necessidade de manutenção preventiva, mas potencializa seus efeitos. Quando aliado a inspeções periódicas, carregadores de alta frequência e checklists operacionais, o método se torna uma ferramenta de gestão completa para qualquer operação.
Ao evitar perdas, o FIFO diminui o descarte prematuro de baterias e contribui para uma gestão mais sustentável. Empresas que praticam logística reversa e economia circular se beneficiam diretamente dessa organização, com maior rastreabilidade e controle de ciclo.
Adotar o método FIFO é um passo importante para garantir maior eficiência, segurança e durabilidade no uso de baterias tracionárias. Mas ele não funciona sozinho. O desempenho ideal depende da escolha correta da bateria para cada tipo de operação, do uso de carregadores apropriados e de uma manutenção bem estruturada.
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